Vejo a Interactive Brokers a vencer as guerras de corretagem com a sua plataforma tecnológica de baixo custo, atraindo traders de retalho e de cripto à medida que os volumes aumentam até 2026. O seu ROE situa-se em 19,6%, acima da mediana dos concorrentes, o que significa que a IBKR extrai mais lucro de cada dólar de capital próprio do que grandes bancos como a MS ou a GS. A margem líquida subiu para 9,06%, sinalizando um melhor controlo de custos e poder de precificação em meio ao aumento das negociações. A ação disparou de 39 para 58 dólares nos últimos meses, a minha leitura é que o momentum confirma o crescimento de clientes.
A elevada avaliação da IBKR não deixa margem para erros se os volumes de negociação estagnarem numa desaceleração de 2026. P/E TTM a 118,9 ultrapassa concorrentes como a SCHW a 18, pelo que qualquer falha nos lucros esmaga rapidamente o múltiplo. A relação dívida/capital próprio disparou para 547%, expondo o balanço a picos de taxas de juro ou choques de mercado. A razão corrente de 0,97 cai abaixo de 1, sugerindo potenciais apertos de caixa para pagamentos a clientes.