Vejo a Qualcomm disparando no 2T26 se seus chips Snapdragon AI capturarem a demanda explosiva em smartphones e PCs. A margem bruta permanece estável em 55,43%, provando que a empresa mantém forte poder de precificação mesmo com custos subindo na guerra de chips. A relação corrente de 2,82 confortavelmente supera 1,0, garantindo liquidez para financiar P&D agressivo sem riscos de diluição. A 33 vezes os lucros anteriores, o P/L negocia abaixo da mediana dos pares, deixando espaço para expansão se o EPS se recuperar em direção aos patamares anteriores.
Minha leitura é que a Qualcomm está desmoronando se a lucratividade continuar caindo diante da concorrência e dos riscos comerciais da China. O ROE caiu pela metade para 21,51%, sinalizando que alavancagem e recompra de ações não conseguem mascarar o enfraquecimento dos retornos nas operações principais. A relação dívida-patrimônio subiu para 69,84, pressionando o balanço em uma recessão e levantando preocupações com refinanciamento. O EPS TTM caiu para US$ 4,89 de dois dígitos, destacando vulnerabilidade à medida que a demanda por aparelhos amolece.