Vejo o caso otimista dependendo do lançamento bem-sucedido de táxis autônomos pela Tesla, transformando sua vantagem em IA em um serviço de alta margem que supera suas vendas de carros. A recente ação do preço apoia isso, com as ações subindo de US$ 230 em 25 de abril para US$ 313 na semana passada, refletindo as apostas dos investidores em autonomia. O P/S TTM em 15,6, em alta em relação a 11,3 no Q3 de 2025, sinaliza que o mercado está precificando um crescimento explosivo da receita a partir de frotas. A razão corrente de 2,07 fornece liquidez abundante para financiar essa mudança sem diluição.
Meu caso pessimista se baseia na lucratividade automotiva da Tesla diminuindo, incapaz de sustentar sua avaliação altíssima em meio à crescente concorrência. O P/E TTM em 284x supera em muito o de 25,6x da GM, o que significa que a Tesla deve aumentar os lucros exponencialmente apenas para alcançar – qualquer falha esmaga o múltiplo. O ROE TTM, em baixa para 6,9%, fica atrás até mesmo dos 4,2% da GM, mostrando uma má eficiência de capital com essa capitalização de mercado de US$ 1,5 trilhão. A dívida/patrimônio em 9,63 expõe o risco do balanço patrimonial se a demanda por veículos elétricos diminuir ainda mais.