Vejo a recuperação da Intel finalmente ganhando tração real, com disciplina de custos e ventos favoráveis da IA potencialmente reacendendo o crescimento até 2026Q2. A margem bruta subiu para 35,58%, provando que os investimentos em fundição estão começando a compensar através de melhores preços em data centers. A relação dívida/patrimônio caiu para 43,76, liberando flexibilidade no balanço para P&D sem risco de diluição. A Bernstein quase dobrou seu preço-alvo para US$ 60 em 16 de abril, apostando no momentum dos data centers que pode impulsionar as ações bem acima dos recentes níveis de US$ 23.
A Intel continua a ser uma eterna atrasada, negociando a múltiplos absurdos apesar de uma lucratividade que ainda é um erro de arredondamento em comparação com concorrentes explosivos. Um P/L de 889 precifica uma perfeição que o histórico da Intel não suporta, especialmente após anos de perdas. O ROE é de apenas 0,2%, uma fração dos 104% da Nvidia, o que sublinha a fraca eficiência de capital da Intel na corrida da IA. A margem líquida de 0,37% significa que a empresa mal é lucrativa, vulnerável a qualquer desaceleração do ciclo de chips.