Biografia

02

Vivendi SE, grafada pela empresa em letras minúsculas, é uma empresa francesa de investimentos com sede em Paris. É proprietária integral da Gameloft e mantém participações em empresas que atuam principalmente em conteúdo, entretenimento, mídia e telecomunicações.

Ler mais

Vivendi SE, grafada pela empresa em letras minúsculas, é uma empresa francesa de investimentos com sede em Paris. É proprietária integral da Gameloft e mantém participações em empresas que atuam principalmente em conteúdo, entretenimento, mídia e telecomunicações.

Em 2000, a Vivendi Universal surgiu da fusão do Groupe Canal+ com a Seagram Company Ltd., proprietária da Universal Studios, e a Vivendi. Em 2004, a Vivendi vendeu 80% da Vivendi Universal Entertainment, que incluía a Universal Studios, à General Electric (GE), proprietária da NBC, dando origem à NBCUniversal. Em 2006, a empresa voltou a usar o nome Vivendi. A GE adquiriu posteriormente a participação de 20% da Vivendi na NBCUniversal durante a aquisição da empresa pela Comcast.

A partir de 2021, a Vivendi passou a separar seus ativos integralmente controlados para se transformar em uma empresa de investimentos. O processo começou com a distribuição e abertura de capital de 60% da Universal Music Group, o maior grupo musical do mundo, que pertencia à Vivendi desde a criação da Vivendi Universal. Em 2024, a reorganização foi concluída com a separação de outros três ativos em empresas independentes: Canal+, no entretenimento, Havas, na publicidade, e Louis Hachette Group, nas áreas de edição, distribuição e comércio varejista de viagens. A Vivendi também mantém participações em empresas como Banijay Group e MediaForEurope.

História

Origens

Em 14 de dezembro de 1853, uma companhia de abastecimento de água chamada Compagnie générale des eaux (CGE) foi criada por decreto imperial de Napoleão III. Em 1854, a CGE recebeu uma concessão para fornecer água à população de Lyon, atividade que exerceu por mais de um século. Em 1861, obteve uma concessão de 50 anos da cidade de Paris. A CGE também forneceu água a Nantes, Veneza a partir de 1880, Istambul a partir de 1882 e Porto a partir de 1883.

Depois que Guy Dejouany assumiu a direção da empresa em 1976, a CGE entrou em outros setores por meio de aquisições. A partir de 1980, passou do abastecimento de água para gestão de resíduos, energia, transportes, construção e imóveis. A empresa comprou a Compagnie générale d'entreprises automobiles (CGEA), especializada em veículos industriais. Suas atividades deram origem à Connex, depois Veolia Transport, em 1999, e à Onyx Environnement, depois Veolia Environmental Services, em 1989. A CGE comprou ainda a Compagnie générale de chauffe e o grupo Montenay. Essas empresas formaram a divisão de serviços de energia da CGE, que passou a se chamar Dalkia em 1998.

Em 1983, a CGE participou da criação do Canal+, primeiro canal francês de televisão por assinatura. Na década de 1990, ampliou seus negócios em telecomunicações e meios de comunicação social. Em 1992, comprou o Studio Babelsberg, na Alemanha. Jean-Marie Messier sucedeu Guy Dejouany em 27 de junho de 1996 e deu maior atenção aos negócios de comunicação. No mesmo ano, a CGE criou a Cegetel, antecipando a liberalização do mercado francês de telecomunicações em 1998. A expansão dos negócios de comunicação culminou, em 2000, na separação entre Vivendi Universal e Vivendi Environnement, mais tarde denominada Veolia Environnement.

Criação da Vivendi

Em 27 de março de 1998, poucos dias depois de acertar a compra do restante da Havas, a Compagnie Générale des Eaux anunciou que passaria a se chamar Vivendi. Nos anos seguintes, a empresa se desfez progressivamente de atividades imobiliárias e de construção. Em abril de 2000, reduziu a 17% sua participação na Société Générale d'Entreprises, que naquele ano adotou o nome Vinci. A Vivendi também comprou participações ou realizou operações de fusão com a Cendant Software, Grupo Anaya e Maroc Telecom. A partir de 1998, expandiu suas atividades de televisão digital para Itália, Espanha, Polônia, países nórdicos, Bélgica e Países Baixos. Em 2000, a Comissão Europeia registrava operações da Canal+ na França, Bélgica, Países Baixos, Espanha, Itália, Alemanha e países nórdicos.

Em junho de 1999, a Vivendi fundiu-se com a Pathé, na proporção de três ações da Vivendi para cada duas ações da Pathé. O The Wall Street Journal avaliou a operação em €2,5 bilhões, equivalentes na época a US$2,59 bilhões. Após a fusão, a Vivendi manteve as participações da Pathé na British Sky Broadcasting e na CanalSatellite e vendeu os demais ativos à holding familiar Fornier SA, de Jérôme Seydoux, que então passou a usar o nome Pathé.

Vivendi Universal

Em 9 de dezembro de 2000, a Vivendi adquiriu o Groupe Canal+, grupo francês de televisão e produção cinematográfica. Em 11 de dezembro de 2000, surgiu a Vivendi Universal por meio da fusão do Groupe Canal+, da empresa canadense Seagram Company Ltd., proprietária da Universal Studios, e da Vivendi. Na mesma data, a Havas S.A. tornou-se Vivendi Universal Publishing.

A Vivendi Universal comprou a MP3.com e a editora norte-americana Houghton Mifflin em 2001. Para financiar as operações, vendeu aos investidores institucionais sua participação restante de 9,9% na Havas Advertising e seus negócios de publicações comerciais e médicas a um grupo liderado pela Cinven.

Vivendi Environnement

A Vivendi Environnement foi criada em 1999 pela Vivendi para reunir suas divisões ambientais, entre elas CGEA Transport, Onyx Environnement, Dalkia e a divisão de águas da CGE. A CGEA Transport passou a se chamar Connex, posteriormente Veolia Transport, e a divisão de águas tornou-se Vivendi Water, depois Veolia Water. Em julho de 2000, a Vivendi Environnement realizou uma oferta pública inicial em Paris e, em outubro de 2001, em Nova Iorque. A Vivendi Universal ainda possuía 70% da Vivendi Environnement em 2000, participação reduzida a 20,4% até dezembro de 2002. Em 2003, a empresa passou a se chamar Veolia Environnement.

Prejuízo e reestruturação

A Vivendi Universal registrou prejuízo de €23,3 bilhões em seu relatório anual de 2002. A empresa respondeu com uma reestruturação financeira, procurando preservar seus principais negócios de mídia e vendendo participações e outros ativos. Em meio à crise financeira e à forte atenção da imprensa, Jean-Marie Messier, que comandara a fase de expansão mais acelerada do grupo, deixou a presidência em julho de 2002 e foi substituído por Jean-René Fourtou.

Em janeiro de 2011, Messier foi condenado na França por abuso de bens sociais relacionado ao pacote de saída proposto após sua demissão e por divulgação de informações falsas ou enganosas. O pacote de cerca de €20,5 milhões não chegou a ser recebido por Messier. Em 2003, ele renunciou à reivindicação desse pagamento como parte de um acordo com a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos.

A Vivendi reduziu sua participação na Vivendi Environnement e vendeu sua participação na Vinci. A empresa iniciou um programa de venda de ativos não estratégicos para reduzir sua dívida e evitar a falência. Documentos entregues à SEC registraram vendas ou reduções de participação em Vivendi Environnement, Vinci, EchoStar, Houghton Mifflin e outros negócios, dentro de um programa que previa alienações de pelo menos €16 bilhões.

A família de Edgar Bronfman Jr., que dirigia a Seagram quando ocorreu a fusão, era então a maior acionista individual da companhia. A Vivendi vendeu sua participação na Vizzavi à Vodafone, exceto a Vizzavi France. Vendeu ainda 20,4% do capital da Vivendi Environnement a um grupo de investidores e sua participação na operadora norte-americana de satélites EchoStar Communications Corporation.

A Vivendi Universal Publishing foi vendida ao Natexis Banque Populaire, em nome do Grupo Lagardère, operação que resultou na criação da Editis. A Houghton Mifflin foi vendida a um consórcio formado por Thomas H. Lee, Blackstone e Bain Capital por US$1,66 bilhão. Também em 2002, a Vivendi Universal vendeu as atividades belgas e neerlandesas de sua subsidiária Scoot Europe à Kapitol, controladora do diretório on-line Infobel.

Em 2003, a Vivendi Universal vendeu a Canal+ Technologies à Thomson SA, a Tele+ à News Corporation e à Telecom Italia, além de sua participação de 26,3% na Xfera. Também vendeu suas revistas de consumo à Socpresse e seus jornais gratuitos à France Antilles. Em 1 de dezembro, concluiu a venda da MP3.com à CNET.

Apesar das dúvidas sobre sua capacidade de levantar recursos, a Vivendi Universal comprou a participação de um dos dois acionistas minoritários da Cegetel e elevou sua fatia para 60%, enquanto a Vodafone permaneceu com 40%. A direção da Vivendi via a empresa de telefonia móvel como um ativo central depois da venda de grande parte dos negócios de mídia.

Novas aquisições, fusões e vendas

Em 12 de maio de 2004, 80% da Vivendi Universal Entertainment, proprietária da Universal Studios, foram vendidos à General Electric, dona da NBC. A operação criou a NBC Universal, da qual a GE ficou com 80% e a Vivendi com 20%. Na mesma operação, a Vivendi transferiu uma participação de 50% no Canal+ e na StudioCanal à nova companhia. A empresa vendeu ainda suas participações na Kencell, posteriormente Celtel Kenya, na Monaco Telecom e na Sportfive, esta controlada por meio do Canal+ Group. A Newsworld International foi vendida a uma sociedade entre Joel Hyatt e o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore. A Vivendi também vendeu o Studio Babelsberg em 2004.

Em 16 de dezembro de 2005, foi anunciada a fusão do Canal Plus com a Télévision Par Satellite, a segunda maior operadora francesa de televisão por assinatura. A combinação foi concluída no começo de 2007 com a criação da Canal+ France, controlada pela Vivendi por meio do Canal+ Group.

Em 17 de janeiro de 2006, a Vivendi Universal anunciou que encerraria seu programa de recibos depositários americanos e retiraria suas ações da Bolsa de Valores de Nova Iorque até o fim do segundo trimestre daquele ano, em razão do baixo volume de negociação e dos custos da listagem. Em 20 de abril, a companhia anunciou que os acionistas haviam aprovado a mudança do nome para "Vivendi". Em agosto, a Universal Music Group, controlada pela Vivendi, firmou um acordo com a SpiralFrog para disponibilizar músicas gratuitamente, com publicidade, nos Estados Unidos e no Canadá.

Em 2 de dezembro de 2007, a Vivendi anunciou a fusão de sua divisão de jogos, a Vivendi Games, com a Activision, em um negócio avaliado em US$18,8 bilhões. A combinação criou a Activision Blizzard, capaz de competir em escala com a Electronic Arts, então a maior editora de jogos eletrônicos do mundo. A fusão foi concluída em 9 de julho de 2008. A Vivendi passou a possuir aproximadamente 52% da companhia após diluição total e 54% das ações em circulação.

Em 8 de setembro de 2009, a Vivendi anunciou negociações para comprar a operadora brasileira Global Village Telecom (GVT). Em 13 de novembro, assumiu o controle da GVT ao preço de 56 reais por ação, superando a oferta da Telefónica. O Crédit des Alpes, sediado em Genebra, atuou como banco de investimento na operação, originando a proposta de aquisição e assessorando os acionistas majoritários da GVT.

Em 3 de dezembro de 2009, a GE anunciou que compraria a participação da Vivendi na NBC Universal, que se tornaria uma sociedade entre a GE e a Comcast. A Vivendi vendeu sua participação na NBC Universal em 25 de janeiro de 2011.

Em 4 de abril de 2011, a Vodafone vendeu sua participação de 44% na operadora francesa SFR à Vivendi por cerca de US$11 bilhões, dando à Vivendi controle integral de sua maior divisão.

Em junho de 2012, o conselho de supervisão iniciou uma revisão estratégica dos ativos do grupo. O plano previa reduzir a dívida no curto prazo e, em uma etapa posterior, concentrar a Vivendi nos negócios de mídia e conteúdo, valorizando ou vendendo ativos de telecomunicações.

Em 25 de julho de 2013, a Activision Blizzard anunciou um acordo para recomprar da Vivendi cerca de 429 milhões de ações por US$5,83 bilhões. Um grupo de investidores liderado por Bobby Kotick e Brian Kelly compraria separadamente mais 172 milhões de ações por US$2,34 bilhões. A operação foi concluída em 11 de outubro daquele ano e encerrou o controle majoritário da Vivendi sobre a companhia. Em novembro, a Vivendi também vendeu sua participação de 53% na Maroc Telecom à Etisalat, sediada em Dubai, por cerca de US$4,2 bilhões.

Em novembro de 2013, a Vivendi confirmou a intenção de separar a SFR em uma empresa independente negociada em bolsa. O restante do grupo seria formado principalmente por Canal+, Universal Music Group e GVT. No primeiro semestre de 2014, o lucro líquido aumentou 84,8%, para €1,9 bilhão.

As vendas deram à Vivendi recursos para reduzir a dívida e devolver dinheiro aos acionistas, além de manter capacidade para novas aquisições. Depois da operação envolvendo a SFR, estimava-se que a empresa teria cerca de €5 bilhões disponíveis, mesmo após reduzir dívidas e devolver quase €5 bilhões aos acionistas por meio de dividendos e recompras de ações.

Em 2014, a Vivendi decidiu vender a operadora francesa SFR à Altice, de Patrick Drahi, e a brasileira GVT à Telefônica Brasil. O acordo definitivo para a GVT foi assinado com a Telefónica em 18 de setembro de 2014. A venda de 100% da operadora foi concluída em maio de 2015, por um valor empresarial de €7,5 bilhões. A Vivendi recebeu €4,2 bilhões antes de impostos e 12% do capital da Telefônica Brasil. Parte dessas ações foi posteriormente trocada por ações da Telecom Italia.

Em 28 de maio de 2014, a Vivendi vendeu metade das ações que ainda possuía na Activision Blizzard, cerca de 41,5 milhões de papéis, por US$850 milhões, reduzindo sua participação para 6%.

Em abril de 2015, foi anunciado que a Bolloré, acionista da Vivendi, elevaria sua participação de 10,2% para 12,01%, por €568 milhões. No mesmo ano, a Vivendi comprou 80% da Dailymotion. O The Wall Street Journal informou que o grupo francês oferecera cerca de US$273 milhões pelo serviço de vídeo. A negociação envolveu a compra de 80% da Dailymotion da Orange. A Vivendi também anunciou pagamentos adicionais aos acionistas como parte de um acordo com a P. Schoenfeld Asset Management.

Em outubro de 2015, foi divulgado que a Vivendi aumentaria sua participação na Telecom Italia para cerca de 19% das ações ordinárias, procurando ampliar seu peso na companhia. Em maio de 2017, a Vivendi possuía 24,6% da empresa e seu diretor-presidente, Arnaud de Puyfontaine, tornou-se presidente executivo da Telecom Italia.

Ainda em outubro de 2015, a Vivendi comprou participações minoritárias nos estúdios franceses de jogos Gameloft e Ubisoft. Em 17 de dezembro, comprou uma participação majoritária de 64,4% no agregador belga de rádios on-line Radionomy, que controlava o Winamp e o software de transmissão de rádio pela internet SHOUTCast. Os demais acionistas, entre eles funcionários e a firma norte-americana Union Square Ventures, mantiveram suas participações.

Em junho de 2016, após alcançar 30% da Gameloft em fevereiro e ser obrigada a lançar uma oferta pública de aquisição, a Vivendi concluiu uma aquisição hostil da empresa ao comprar a participação de seus fundadores. Ao mesmo tempo, aumentou sua posição na Ubisoft, despertando receio entre seus administradores de que uma aquisição semelhante fosse planejada. Em 2018, a Vivendi já não estava em posição de assumir o controle da Ubisoft.

A Vivendi, antiga proprietária da Blizzard Entertainment e depois acionista controladora da Activision Blizzard, procurava uma nova presença no setor de jogos ao investir simultaneamente em Ubisoft e Gameloft. Os irmãos Yves e Michel Guillemot, dirigentes da Ubisoft e da Gameloft, respectivamente, encararam os investimentos como tentativas de aquisição hostil. A família passou a buscar capital próprio e de investidores canadenses para manter o controle das empresas.

Em 8 de junho de 2016, a Vivendi já detinha o controle da Gameloft. Em setembro, Yves Guillemot preparou a compra de mais 3,5% da Ubisoft, elevando sua participação para 12,5%, enquanto procurava convencer outros acionistas a não vender suas ações à Vivendi. Em 20 de março de 2018, a Vivendi vendeu todas as suas ações da Ubisoft, enquanto a Tencent entrou no capital da companhia.

Em um leilão realizado em 6 de junho de 2016, a Vivendi apresentou a oferta vencedora de US$4 milhões para comprar a Flavorus da SFX Entertainment. Naquele mês, também adquiriu a Paddington and Company Limited, detentora dos direitos do personagem Paddington Bear e de outras propriedades, e a The Copyrights Group.

Em dezembro de 2016, a Vivendi declarou possuir 12,3% da Mediaset. Em setembro de 2020, sua participação chegava a 28,8%.

Em janeiro de 2019, a Vivendi concluiu a compra da Editis, uma das maiores editoras de livros da França, por €900 milhões.

No mesmo ano, o Groupe Canal+, então controlado pela Vivendi, comprou as atividades de produção, distribuição e canais da IROKO Partners, na Nigéria, entre elas o ROK Studios e seus canais lineares e serviços de vídeo sob demanda.

No fim do primeiro trimestre de 2020, a Vivendi concluiu a venda de 10% da Universal Music Group (UMG) a um consórcio liderado pela Tencent, por €3 bilhões, valorizando a UMG em €30 bilhões. O consórcio recebeu uma opção para comprar outros 10% pela mesma avaliação até janeiro de 2021 e exerceu essa opção em dezembro de 2020. A Pershing Square Holdings comprou posteriormente 10% da UMG antes da oferta pública inicial na Euronext Amesterdão. A companhia começou a ser negociada em 21 de setembro de 2021, com avaliação de €46 bilhões.

Em abril de 2020, a Vivendi comprou 10,6% do Grupo Lagardère, que controlava, entre outros ativos, a editora Hachette. Em agosto, elevou sua fatia para 23,5% e tornou-se a maior acionista do grupo. Em outubro, comprou uma participação de 12% na empresa sul-africana de mídia MultiChoice.

Em dezembro de 2020, a Vivendi anunciou um acordo para comprar da Bertelsmann o conglomerado francês Prisma Media. Em janeiro de 2021, comprou 9,9% do conglomerado espanhol Grupo PRISA. A compra da Prisma Media foi concluída em abril de 2021.

Em setembro de 2021, a Vivendi distribuiu 60% das ações da UMG aos seus próprios acionistas e reteve 10% durante a abertura de capital na Euronext Amesterdão. A Amber Capital informou à Vivendi que pretendia vender toda a sua participação de 17,93% no Grupo Lagardère e convidou a companhia a apresentar uma proposta. A Vivendi concordou em adquirir as ações por €24,10 cada. A operação ficaria sujeita às autorizações regulatórias decorrentes da oferta pública obrigatória que poderia resultar da aquisição. Em dezembro de 2021, a Vivendi anunciou que aceleraria a compra das ações da Amber.

Em junho de 2022, a Vivendi possuía 57,3% da Lagardère após a oferta pública. Como a Lagardère já controlava a Hachette, a Vivendi propôs a venda da Editis para atender às preocupações concorrenciais.

Em julho de 2022, a Vivendi anunciou formalmente seu plano de separar a Editis, antecipando que as autoridades europeias de concorrência não permitiriam sua combinação com a Lagardère Publishing. Em junho de 2023, concordou em vender a Editis à Czech Media Invest, do bilionário tcheco Daniel Křetínský. Em julho de 2023, a Vivendi anunciou que a Prisma Media havia iniciado negociações exclusivas com o Groupe Figaro para vender a revista Gala. As vendas da Editis e da Gala foram concluídas em novembro de 2023.

Separação dos negócios de entretenimento, edição, publicidade e investimentos

Em 13 de dezembro de 2023, a Vivendi anunciou que estudava um projeto de divisão de suas atividades. Canal+, Havas, os negócios editoriais que incluíam a participação na Lagardère e a Prisma Media, a Gameloft e os investimentos em outras companhias, entre elas Universal Music Group, TIM, MediaForEurope, Banijay, PRISA e Telefónica seriam organizados em quatro empresas separadas.

Em 30 de janeiro de 2024, o conselho de supervisão aprovou o projeto.

Em 22 de julho de 2024, a Vivendi anunciou que a companhia editorial criada pela separação receberia o nome Louis Hachette Group. A Canal+ seria listada na Bolsa de Valores de Londres, a Havas na Euronext Amesterdão e a Louis Hachette Group na Euronext Paris. A Canal+ conservaria sua condição jurídica de empresa francesa.

Em 29 de outubro de 2024, o conselho de supervisão aprovou o plano de divisão. A Vivendi manteria sua listagem na Euronext Paris e passaria a operar como empresa de investimentos. Em 9 de dezembro, os acionistas aprovaram a reorganização. As ações das empresas separadas começaram a ser negociadas em 16 de dezembro de 2024.

Em 2025, a Vivendi registrou lucro líquido de €20 milhões. O resultado veio após a separação realizada em 2024, que havia produzido uma perda contábil de cerca de €6 bilhões devido às menos-valias das desconsolidações.

Em 31 de dezembro de 2025, o relatório anual da Universal Music Group registrava a Vivendi com uma posição longa equivalente a 11,45% de seu capital e uma posição curta de 3,49%.

Denominação e sede

A denominação oficial da companhia é Vivendi SE, em que "SE" corresponde a Societas Europaea. Sua sede fica no número 42 da Avenue de Friedland, no 8.º arrondissement de Paris.

Governança corporativa

Em 31 de dezembro de 2024, o capital da Vivendi estava distribuído da seguinte forma:

Bolloré: 29,90%

Funcionários da Vivendi: 2,32%

Ações em tesouraria: 3,70%

Outros acionistas: 64,08%

Conselho de supervisão

Em 8 de outubro de 2025, o conselho de supervisão era formado por:

Yannick Bolloré, presidente do conselho e diretor-presidente da Havas, separada da Vivendi em 2024;

Philippe Bénacin, presidente e diretor-presidente da Interparfums;

Laurent Dassault, codiretor-geral do Groupe Dassault;

Laure Delahousse, diretora-geral da Association Française de la Gestion Financière;

Maud Fontenoy, presidente da Maud Fontenoy Foundation;

Cathia Lawson-Hall, executiva da Société Générale;

Sandrine Le Bihan, executiva jurídica da Vivendi;

Bernard Osta, diretor financeiro da Vestiaire Collective;

Katie Stanton, sócia-geral da Moxxie Ventures.

Atividades

Após a reorganização de 2024, a Vivendi passou a funcionar principalmente como empresa de investimentos e manteve a Gameloft como sua principal subsidiária no setor de entretenimento digital.

Em junho de 2014, quando Vincent Bolloré assumiu a presidência, a estratégia do grupo buscava maior integração entre suas empresas de mídia.

Gameloft

Em julho de 2016, a Vivendi concluiu a aquisição da Gameloft. Naquele período, a empresa era a maior editora de jogos para dispositivos móveis do mundo em número de downloads. A Gameloft informou que seus jogos haviam acumulado mais de 1 bilhão de downloads em 2016.

Participações acionárias

Após a separação de 2024, a Vivendi manteve uma carteira de participações em empresas de mídia, entretenimento e comunicação. Entre suas participações divulgadas em 2026 estavam Universal Music Group, Banijay Group, Grupo Lagardère, MediaForEurope, Prisma Group e Grupo PRISA.

Universal Music Group: 9,91%

Banijay Group: 19,17%

Grupo Lagardère: 13,38%

MediaForEurope: 15,92%

Prisma Group: 13,58%

Grupo PRISA: 11,19%

Campanha de desinformação contra a Repórteres sem Fronteiras

Em julho de 2024, a Repórteres sem Fronteiras (RSF) acusou uma empresa ligada à Vivendi de participar de uma campanha de desinformação contra a organização.

Em 13 de fevereiro de 2024, após um pedido apresentado pela RSF, o Conselho de Estado determinou que o CNews, então integrante do grupo Vivendi por meio da Canal+, cumprisse de maneira mais rigorosa suas obrigações relativas ao pluralismo e à independência da informação. Nos meses seguintes, a RSF tornou-se alvo de uma campanha que incluía conteúdo falso e discurso de ódio.

Em julho de 2024, a RSF publicou os resultados de sua investigação. Entre os elementos encontrados estava um site falso que se apresentava como pertencente à própria RSF e estava hospedado em um servidor que também abrigava "Fan de CNews", site favorável ao CNews. A organização atribuiu a operação à Progressif Media, agência instalada nas dependências da Vivendi. Arnaud Froger, responsável pela investigação, afirmou que a Progressif Media empregou falsificação, ocultação, cybersquatting e ataques de trolls contra a RSF.

Fonte: Wikipedia, CC BY-SA 4.0 · Ver na Wikipedia ↗

Wikidata ↗

Investidor com informação privilegiada em

04

Transações de insiders

05
0 compras (P) 0 vendas (S) Líquido: $0 + 2 transações fora do mercado abaixo últimos 12 meses, com base nas transações mostradas abaixo

Variação de preço vs cotação atual, ajustada por desdobramentos para ações corporativas desde o arquivamento — não comparada a benchmark, não anualizada, não ponderada por tamanho

Nenhuma negociação em mercado aberto registrada; exibindo todos os arquivamentos.

DataTickerCódigoAçõesPreçoValor Detido apósΔ próprioA/Dvs agora
11 de Maio de 2004 MTCH J 13.430.000 · · 0 Indireto -100,00% Desfeito (preço em 2026-10-05)
11 de Maio de 2004 MTCH J 43.181.308 · · 0 Indireto -100,00% Desfeito (preço em 2026-10-05)

P = Compra em mercado aberto · S = Venda · A = Concessão/prêmio · M = Exercício de opção · G = Presente · F = Retenção de impostos

Transações de insiders não são uma recomendação; vendas são frequentemente motivadas por liquidez ou razões fiscais.

Participações em derivativos (Formulário 4 Tabela II) Opções, RSUs e títulos conversíveis reportados no Formulário 4 Tabela II.

06
DataTickerTítuloSubjacente Preço de exercícioExpiraçãoAçõesA/D
11 de Maio de 2004 MTCH Class B Common Stock, par value $0.01, of InterActiveCorp Common Stock (13.430.000) · · 13.430.000 Desfeito

O preço de exercício/conversão fica em branco quando não aplicável (por exemplo, RSUs).