Vejo a Micron como uma jogada principal em memória de IA, onde a crescente demanda por data centers pode impulsionar os lucros muito além dos níveis atuais até 2026Q2. O lucro por ação disparou para US$ 10,52 TTM, refletindo um crescimento explosivo de lucros com vendas de memória de alta largura de banda que superam o ciclo mais amplo de semicondutores. As margens brutas se expandiram para 45,3%, provando a capacidade da Micron de comandar preços premium em um ambiente de oferta restrita. Com um P/E de 27x, negocia com desconto em relação aos 46x da NVDA, deixando espaço para expansão múltipla se os builds de IA acelerarem como o BofA prevê em 11 de abril.
Minha preocupação é que a Micron permaneça cíclica em memória volátil, vulnerável ao excesso de oferta se o hype da IA esfriar até 2026Q2. A relação dívida/patrimônio líquido está em 20%, ainda elevada após uma queda, sinalizando alavancagem que amplifica as quedas nos mercados comoditizados de DRAM. O ROE de 22% fica atrás dos 31% da AVGO e dos 104% da NVDA, destacando uma eficiência de capital mais fraca que pode se deteriorar se o capex aumentar sem demanda correspondente. O P/S TTM de 7,6x reflete expectativas infladas, arriscando uma forte retração como em ciclos passados se concorrentes como a AMD inundarem o mercado.