Vejo a Microsoft como a líder imbatível em nuvem com ventos favoráveis de IA que mantêm as margens altíssimas, independentemente do ruído macro. Sua margem bruta de 68,76% prova que o fosso da Azure permite cobrar preços premium em infraestrutura comoditizada. Um ROE de 31,53% mostra o uso eficiente do capital, transformando patrimônio em lucros muito acima da maioria dos pares de tecnologia como a NOW, com 15%. Mesmo com um P/L de 34,3 abaixo da mediana dos pares, a subida da ação de US$ 362 para US$ 503 em três meses sinaliza a convicção do investidor em crescimento sem fim.
Minha leitura é que o motor de crescimento da Microsoft está engasgando, arriscando um reajuste de avaliação à medida que os múltiplos se comprimem em meio a fundamentos estagnados. O valor de mercado caiu de US$ 3,79 trilhões para US$ 3,59 trilhões, mostrando que a alta não é generalizada. O P/L caiu para 34,3, mas permanece alto em comparação com os 24,5 da ORCL, sem um salto no EPS para justificá-lo. Jim Cramer acertou em 16 de abril: o negócio não está crescendo rápido o suficiente, ecoando o sentimento de que o hype da nuvem pode estar atingindo o pico.